“Essa é uma brilhante iniciativa do governo federal, de mostrar para o mundo o trabalho social desempenhado pelo Brasil utilizando o esporte como ferramenta de promoção”, afirma o secretário-Executivo do Ministério do Esporte, Waldemar de Souza. As bolas de futebol, as bolsas e as sacolas foram confeccionadas por detentos e por jovens assistidos pela justiça, do programa Pintando a Liberdade. A atividade é realizada pela Fundação de Apoio ao Menor (Famfs), em Feira de Santana, na Bahia.
As camisetas foram produzidas pelo Pintando a Cidadania em parceria com a Associação dos Mutuários e Moradores do Bairro de Santa Etelvina (Acetel), na Cidade de Tiradentes, em São Paulo, capital. Já as bandeiras nacionais são resultado do trabalho desenvolvido pelo Pintando a Cidadania, em Valparaíso, Goiás, por meio do Instituto Pró Ação.
A Casa Brasil 2014 está sendo organizada em conjunto por quatro Ministérios - do Esporte, via a Assessoria Especial de Futebol; do Turismo, via a Embratur; do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, via a Apex (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos); e da Ciência e Tecnologia, via a FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos). Sediada num espaço de 2.900 metros quadrados, será o principal instrumento do governo brasileiro durante a Copa na África do Sul para divulgar o país como o próximo anfitrião da competição, no período entre 14 de junho e 11 de julho.
Bolas verde-amarela
Donas de um novo design, as bolas de futebol de campo enviadas à África seguem a linha patriota. O novo modelo tem as cores da bandeira nacional, verde, amarelo e azul propõe-se universalizar o esporte no Brasil.
Somente no ano passado, os dois programas de produção de material esportivo fabricaram, aproximadamente, 700 mil bolas, número suficiente para atender à 14 milhões de estudantes em cinco modalidades esportivas (vôlei, futsal, handebol, basquete e futebol de campo). Desse número, 300 mil são bolas de futebol de campo que estão atendendo a 6 milhões de jovens em todo o território nacional.
O material produzido pelo Pintando a Liberdade e pelo Pintando a Cidadania é usado na manutenção de programas sociais do Ministério do Esporte como o Segundo Tempo e o Esporte e Lazer da Cidade (PELC). É também doado para escolas públicas, entidades não- governamentais que promovem o desporto social no país e para outros países, mediante acordo de cooperação internacional.
Esporte que liberta
O Pintando a Liberdade consiste na ressocialização de internos do Sistema Penitenciário Nacional, profissionalizando-os no ofício da confecção de artigos esportivos, entre bolas de seis modalidades, redes, bandeiras, sacolas, uniformes, bonés, pistas de atletismo e jogos de xadrez e dama. Os presos recebem por produção e a cada três dias trabalhados têm um dia abatido na pena. O programa está implantado em todos os estados e no Distrito Federal e gera emprego direto para 13 mil detentos.
Ferramenta que dignifica
No Pintando a Cidadania, o esporte garante a inclusão social aos moradores de comunidades carentes com a geração de renda. O ganho mensal ocorre de acordo com a fabricação de itens esportivos. Atualmente, a ação absorve mão de obra de 2.500 pessoas nos estados da Bahia, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.
Carla Belizária
Foto: Francisco Medeiros
Ascom – Ministério do Esporte
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